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editora pyatan

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"É no ínfimo que eu vejo a exuberância.."
Manoel de Barros
Sobre
CRIAÇÃO E OBJETIVOS
A Editora Pyatan nasce como uma casa dedicada a escritos de alma brasileira, construída a partir do desejo de dar visibilidade às histórias que emergem dos territórios, das memórias e dos imaginários que formam o país.
Inspirado na palavra tupi “pyatã” — junção dos termos indígenas py (pé) e atã (duro) (NAVARRO, 2005; FRANÇA, 2013) — o nome da editora carrega, desde sua origem, um posicionamento: caminhar com solidez, enraizados em nossa cultura, comprometidos em lutar pela permanência daquilo que nos configura enquanto brasileiros.
Nossa proposta editorial ancora-se na valorização dos múltiplos modos de vida que compõem o Brasil. Publicamos histórias que atravessam universos indígenas, quilombolas, sertanejos, caipiras, tropeiros, ribeirinhos, assim como experiências de comunidades metropolitanas e litorâneas brasileiras. São perspectivas que retratam e sustentam nossa diversidade cultural — compreendida aqui como viva, contemporânea e em constante movimento.
Mais do que uma editora, a Pyatan atua como um espaço de construção coletiva. Nossa equipe reúne colaboradores indígenas e não-indígenas com experiência direta em comunidades tradicionais, orientando o trabalho a partir da escuta, do diálogo e do respeito às vozes que dão origem a cada obra. Esse compromisso também se estende aos serviços editoriais que oferecemos — da leitura crítica à publicação — e ao desenvolvimento de conteúdos autorais com densidade cultural.
Olhando para o futuro, a Editora Pyatan reafirma seu compromisso com autores, leitores e com a cultura em nossa pluralidade. Com os pés firmes na terra e o pensamento voltado adiante, seguiremos publicando histórias do nosso Brasil brasileiro.
PY+ATÃ = PEDRA DURA — RAIZ PROFUNDA — CORAGEM — PÉ FIRME
Equipe editorial

Fernanda Rettore — Diretora Executiva
Fernanda Rettore é escritora, jornalista e acadêmica de Letras no Instituto de Educação Superior de Brasília, com formação complementar em Publisher pelo LabPub. Sua trajetória profissional é marcada pela articulação com os povos indígenas, com trabalhos realizados junto aos Baré, Kuikuro, Xavante, Pataxó Hã-hã-hãe, Kariri Sapuyá, Xukuru do Ororubá, Kagwahiva, Guarani-Mbyá e Kaingang.
Ao longo de sua carreira, integrou a Confederação dos Agricultores Familiares, em que os povos originários eram parte ativa, onde atuou como Diretora de Produção Literária, sendo responsável pela curadoria editorial, execução de projetos, coordenação de equipes e desenvolvimento de publicações culturais e didáticas.
Nesse contexto, foi idealizadora e coordenadora da Biblioteca Pakhê, um acervo digital voltado à disponibilização livre de livros e artigos científicos sobre os povos indígenas, e do Projeto Poesia, iniciativa de documentação cultural articulada junto às escolas das aldeias, com produção e distribuição gratuita de livros etnoculturais.
Entre seus trabalhos como autora, no âmbito da documentação da cultura brasileira, destacam-se as obras: A Mitologia das Serpentes Brasileiras; Cotidiano – Contos Populares Brasileiros; A Lenda de Itararé; e Galanga — A História de Chico Rei.
No campo etnocultural, é autora das obras: Deuses da Floresta — Cosmovisão Guarani-Mbyá; Raízes Ancestrais – Contos Originários; Quem Tem Medo da Dona Onça? — Um Mito Taurepang (infantil); Na Floresta com os Kagwahiva — A biodiversidade das terras indígenas Tenharin e Jiahui (didático); e Os guardiões dos números — Cartilha Etnomatemática Kariri-Sapuyá (didático).
Seu trabalho se orienta pela valorização da diversidade identitária, tendo como missão de vida a atuação junto à resistência cultural brasileira.

Wilson Ribeiro — Editor-Chefe
Wilson Ribeiro é jornalista, publicitário e escritor, com bacharelado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialização em Gestão de Negócios pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Iniciou sua trajetória no jornalismo como repórter e, posteriormente, direcionou sua atuação para a publicidade, acumulando mais de três décadas de experiência como redator e diretor de criação em agências de Curitiba, São Paulo e Maringá. Ao longo de sua carreira, desenvolveu planejamentos estratégicos e campanhas publicitárias, além de ter atuado como professor de redação publicitária e diretor de marketing.
No campo institucional, foi Editor-Chefe e Secretário de Comunicação da Confederação dos Agricultores Familiares, onde também produziu e coordenou centenas de conteúdos jornalísticos voltados ao setor da agricultura familiar no Brasil. Nesse contexto, atuou como repórter-coordenador do Campeonato Nacional de Futebol Indígena, fortalecendo iniciativas de visibilidade e valorização cultural. Trabalhou com povos indígenas de todos os estados do Brasil, com destaque para os Bororó, Guarani Kaiowá, Kadiwéu, Kalapalo, Karajá, Kayapó, Krahô, Rikbaktsá, Terena, Xerente, Xunaty, Yawalapiti, Huni Kuin, Kaingang, Pataxó e outros.
Como escritor, é autor dos livros de poesia Andarilho das Palavras I e Andarilho das Palavras II, da novela Baculejo e do romance Magnético. Em sua produção literária, aborda temas como política, sistema penal e sincretismo religioso brasileiro, articulando crítica social e expressão poética.
Paralelamente, atua como Diretor Executivo da editora paranaense Sabiá Laranjeira. Conheça em:
https://editorasabialaranjeira.redelivre.org.br
Sua trajetória é marcada pela centralidade da palavra — seja no jornalismo, na publicidade ou na literatura — entendida como instrumento de reflexão, criação e perseverança.

Aline Vargas — Editora Assistente e Articuladora Indigenista
Aline de Vargas é professora, indigenista e assessora de projetos socioculturais, com trajetória consolidada nas áreas de educação, políticas públicas, desenvolvimento social e atuação junto a povos indígenas e comunidades tradicionais.
É licenciada em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e possui pós-graduação em Orientação Escolar e Supervisão, com formação voltada à educação crítica, à diversidade cultural e à valorização dos saberes tradicionais.
Atuou como professora de Geografia na Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul, desenvolvendo práticas pedagógicas interdisciplinares com foco em educação ambiental, cidadania, diversidade cultural e valorização dos conhecimentos dos povos originários.
No campo institucional e social, integrou a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares, onde atuou na assessoria e acompanhamento de projetos voltados à agricultura familiar, comunidades indígenas, mulheres agricultoras e fortalecimento comunitário. Também possui experiência junto à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) e ao Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI), desenvolvendo ações de articulação institucional, garantia de direitos, valorização cultural e apoio às comunidades indígenas.
Entre seus principais projetos e atuações, destacam-se o Projeto ELA – Autonomia Econômica das Mulheres Agricultoras; a organização dos Jogos Culturais Indígenas nas aldeias Fág Nhin e Oré Kupri; o mapeamento da cultura das aldeias Kaingang do Rio Grande do Sul; e o projeto “Saberes Indígenas: A Culinária Kaingang e Guarani”, voltado à valorização e transmissão de conhecimentos tradicionais.
Sua atuação também inclui a participação em ações de formação de educadores indígenas e atividades voltadas à implementação da Lei nº 11.645/2008, contribuindo para a inserção da história e cultura indígena no ambiente escolar.
Seu trabalho é orientado pela valorização das culturas originárias, pelo fortalecimento da autonomia comunitária e pela construção de práticas educativas comprometidas com a diversidade e a justiça social.

Raphael Rabelo — Coordenador de Designer Editorial
Raphael Rabelo é publicitário, designer e videomaker, formado em Publicidade e Propaganda pelo Instituto de Educação Superior de Brasília. Sua trajetória profissional é voltada ao desenvolvimento de projetos que dialogam com povos e comunidades tradicionais.
Sua atuação é marcada pela articulação política, comunicação institucional e engajamento social, com destaque para trabalhos junto a comunidades quilombolas, por meio de iniciativas voltadas à valorização cultural e territorial.
Atuou na Equipe de Conservação da Amazônia, onde foi coordenador de comunicação: construiu estratégias, produziu conteúdos e fortaleceu a visibilidade dos territórios quilombolas. Nesse contexto, foi responsável pela comunicação do projeto Carbono Social, iniciativa voltada à promoção de práticas sustentáveis e no reconhecimento das comunidades tradicionais na agenda climática e na preservação dos biomas brasileiros.
Na Editora Pyatan, atua como coordenador de design editorial e contribui para a concepção, desenvolvimento e execução dos projetos editorais, além de responder pela construção visual e audiovisual das publicações.
Seu trabalho se orienta pela comunicação como ferramenta de transformação e articula estética e política na construção de narrativas comprometidas com a preservação da diversidade cultural brasileira.

Assuso Kuikuro — Articulador Indigenista
Assuso Kuikuro, pertencente ao povo Kuikuro do Alto Xingu, destaca-se como liderança da juventude indígena, sempre comprometido com o reconhecimento cultural e com o fortalecimento das comunidades originárias.
No âmbito da editora, atua na articulação com povos e territórios, contribuindo diretamente para a construção dos projetos de enaltecimento étnico, para o diálogo intercultural e para o desenvolvimento de iniciativas editoriais alinhadas à valorização dos saberes tradicionais. Seu trabalho fortalece a presença indígena nos processos de produção, escuta e difusão cultural conduzidos pela Editora Pyatan.
É estudante de Medicina pela Universidade Brasil, trajetória que integra sua atuação comunitária ao campo da saúde, com olhar voltado às especificidades dos povos indígenas e à promoção de práticas que respeitem seus saberes e modos de vida.
Sua atuação é orientada pelo compromisso com a autonomia dos povos indígenas, pelo protagonismo das juventudes e pela continuidade das culturas ancestrais.

Tsenemu Murayari Kokama — Articulador Indigenista
Tsenemu Murayari Kokama é artista visual, fotógrafo e ativista indígena, com forte atuação política na luta pelos direitos dos povos originários. Na Editora Pyatan, atua como articulador indigenista contribuindo na construção de um diálogo com as comunidades indígenas.
Formado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), atua como professor utilizando-se de práticas educativas que integram expressão artística, identidade cultural e formação crítica. Sua trajetória se estende também ao campo da fotografia profissional, com a produção de imagens que dialogam memória, território e resistência originária.
Ativista engajado, atua como designer gráfico e fotógrafo em campanhas políticas de lideranças indígenas, além de integrar o coletivo Fotógrafas e Fotógrafos pela Democracia, na defesa da soberania popular e da visibilidade da diversidade cultural.
Seu trabalho é orientado pela arte como instrumento de expressão, força e transformação social, pela documentação visual e contextualização da atualidade do Brasil sobre a perspectiva do indígena.
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